Archive for the ‘Negócios’ Category

Fatores Externos e a Segurança da Informação

17/07/2009

segurança da informação

Sempre afirmo e cada vez mais tenho certeza baseado na minha experiência e na conversa com outros profissionais ligados à proteção da informação: o processo de segurança  não acarreta maiores problemas, mas aflora os problemas existentes na organização.

Minha primeira constatação desta verdade foi após a implantação com sucesso do conceito de Gestor da Informação em um banco. Com a grande facilidade de que o próprio gestor fazia a liberação das transações que estavam sob o seu domínio. Isto é: não precisava de ajuda operacional da segurança; ele mesmo fazia tudo em tempo real. Um belo dia eu recebi um telefonema de um usuário reclamando que um determinado gestor da informação não liberou para ele um acesso a uma determinada transação. Dizia que ele precisava daquela informação e um choro de lamentação. De uma maneira educada passei a mensagem: não é a segurança que tem autonomia sobre a informação da organização. É o gestor da informação. O usuário deveria voltar e justificar essa necessidade ao gestor da informação. Caso o gestor continuasse não liberando sugeri que ele levasse o problema ao seu nível hierárquico superior.

Tempos depois descobri que havia uma rixa entre o solicitante e o gestor o que gerou todo este ruído. De uma maneira simples, rixa entre pessoas é, inicialmente, um problema de gestão de pessoas, de chefias e do RH. Claro que em segundo lugar a segurança tem haver com esse tipo de problema porque pode atrapalhar o bom andamento do uso da informação.

Sendo assim, quais são essas outras questões que diretamente não tem haver com a segurança, mas que precisamos considerar quando implantamos e gerenciamos o processo de segurança da informação em uma organização?

1. Clima organizacional
Um péssimo clima organizacional não ajuda em nada o processo de segurança da informação. Usuários insatisfeitos com a organização, achando que a empresa só quer espoliar as pessoas, que não tem respeito com os funcionários, prestadores de serviço, clientes e outras sensações negativas só podem exigir um malabarismo para um bom processo de segurança. Uma simples catraca para controle de acesso físico gera reclamações que a empresa quer monitorar o horário de trabalho do lanche, etc… Imaginem o monitoramento de emails!

2. Falta de vibração e comprometimento com a empresa
Diferente do item anterior os usuários não estão insatisfeitos com a organização, mas, também não estão satisfeitos. Farão o feijão com arroz mínimo. Chegou o horário da saída: tchau! Se o princípio de incêndio começou um minuto após o fim de expediente, não é mais problema de ninguém. A área de segurança patrimonial que resolva. Como no prato ovos com bacon, todos são a galinha: estão envolvidos. Ninguém está comprometido como o porquinho.

3. Executivos não dão exemplo, afinal são os donos, são a família.
Empresas familiares, principalmente a terceira geração que recebeu a criação da primeira geração e o crescimento da segunda geração e agora dirige uma empresa lucrativa e rica, esquece (na maioria das vezes) de tratar questões como a segurança, de uma maneira profissional. Segurança vale para os funcionários; para os donos, não! Se esses membros da família permitirem o diálogo com especialistas, poderão mudar de idéia/entendimento. Se não, essa característica de empresa familiar será uma dificuldade.

4. A Organização não é familiar, mas possui vários donos.
Empresas como cooperativas onde todos são donos da organização, também têm dificuldades semelhantes às empresas familiares. Difícil de entender? Lembre-se do condomínio onde você mora ou passa suas férias. Que dificuldade para um porteiro impedir o acesso de um morador (que ele não conhece) e que não se identifica. Depois as pessoas se queixam de assaltos em condomínios.

5. Alguns dirigentes estão na organização.
Alguns executivos estão na organização. Qualquer problema eles mudam para outra organização. Afinal ele é famoso pela sua liderança e capacidade. O mundo ficou chocado quando foi comunicado de uma maneira mais explícita os bônus milionários que os executivos recebiam, independente de que as empresas estavam indo ladeira abaixo. Muitas vezes sem cometer nada ilegal, conseguiam fechar o ano com uma foto bonita e aparentes lucros. O que aconteceria no dia primeiro de janeiro do ano seguinte ou como estava o risco de um desastre acontecer e a empresa afundar de vez, não importava. Rigorosamente isto foi mais noticiado quando o governo americano colocou dinheiro do povo americano para salvar empresas e bancos e enquanto isso seus executivos estavam recebendo polpudos bônus. Não existe comprometimento mínimo com a empresa.

Existem outros fatores externos à segurança da informação que afeta o processo de proteção. Evidentemente que alguns (ou a maioria) fogem do poder do gestor da segurança da informação, porém isto não impede que este gestor esteja atento. Esses fatores externos exigem que o gestor de segurança da informação seja criativo e cada vez mais profissional. Além do que ele precisa estar comprometido com a organização e esta mesma organização precisa ser merecedora desse comprometimento.

Este texto foi publicado originalmente por Edison Fontes.

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Como manter seu cliente pra sempre com você? Parte II

17/07/2009
 
Cliente Regular… 
 
Uma empresa que possui muitos consumidores  deve manter um bom banco de dados, e assim poderá começar a vê-los e tratá-los como reais clientes.

 
Quando alguém liga para uma empresa que oferece a venda de roupas por catálogo e outra empresa, como de seguro de carros, e os operadores de telemarketing  ao atenderem ao telefone perguntam: Sr. João, o senhor gostou da jaqueta que comprou mês passado, está satisfeito com a qualidade do produto? Sr. Carlos, a oficina consertou a porta do  seu carro de maneira satisfatória?No tempo prometido?O atendimento foi de qualidade?
 

Nesse momento, com essas atitudes, empresas não estão “somente fazendo uma pesquisa em relação a satisfação do cliente”, as empresas estão considerando seus consumidores como clientes e demonstrando que seu interesse vai além de simplesmente vender seu próximo produto. Esta é a idéia que devemos passar aos clientes.

Cliente Fã…

Quanto mais o cliente gostar de uma empresa, do atendimento que lhe for oferecido, com a qualidade dos produtos adquiridos,  mais provavelmente falará bem dela quando pedirem sua opinião, ou até mesmo o fará sem que a peçam. A melhor propaganda é um cliente satisfeito e clientessatisfeitos tornam-se Fãs. E igualmente a pior propaganda é um cliente insatisfeito.

Transformar seus clientes em seus fãs tem sido tomado como objetivo por muitas empresas.. Fã é uma forma abreviada de fanático.  Uma descrição muito acertada do sentimento dos proprietários de motocicletas Harley-Davidson, por exemplo.A opinião de amigos e conhecidos são muito mais importantes entre si, do que em anúncios que lêem ou de um porta-voz que elogie o produto por exemplo.

Solicitar a esses clientes a indicação de alguns amigos ou perguntar se eles se disporiam a servir de referência para a empresa é uma opção óbvia.

 Um dermatologista pode colocar uma placa em seu consultório com o seguinte texto:

“Se você estiver satisfeito comigo, eu gostaria de satisfazer também seus amigos”.

Será uma opção direta e simpática de pedir a colaboração de seus clientes em recomendar seus serviços.Pense nisso.

Como Fazer Para Causar Impacto Positivo no Mercado e Ganhar Dinheiro?

17/07/2009

A pergunta é: Como algumas empresas fazem para conseguir alcançar o sucesso e faturar muito dinheiro? Algumas pessoas vão responder rapidamente: “isso é porque eles miraram o lucro desde o começo e se estruturaram base para crescer”, ou “elas começaram com um fluxo de caixa considerável”

Esta afirmação é verdadeira? Certamente não posso afirmar que não tenha seus casos, mas  Normalmente, não é o que acontece com a grande maioria das empresas bem sucedidas. Como diz o grande Robert Kiyosaki, dinheiro é conseqüência

E essa conseqüência, vem a partir do empenho de se causar um impacto positivo no  mercado. Encontrar o público alvo, acertar o metódo de marketing e publicidade corretos e eficientes. Abraçar seu cliente e observar a sua concorrência.

Focar o lucro não é totalmente errado ou totalmente o problema, isso na grande verdade dos fatos, só mostra que o empreendedor quer fazer seu negócio andar direito, pra frente, que ele tem ambição e/ou quer ver retorno sobre seu esforço e energias investidos.

Alguns curiosos, os pessoas que não tem a responsabilidade de “tocar” um negócio, ou até mesmo um vizinho, ou ainda um empreendedor podem até retrucar com você: mas se não focarmos nos lucros, os investidores e credores vão acreditar na sua idéia de querer mudar o mercado? Como vamos cumprir com os pagamentos no final do mês?

Frente a essa situação, temos então, duas opções:

  1. Não fique falando e perdendo tempo, mostre em números que sua ideia é impactante e que trará resultados reais, se possível demonstre sua idéia baseado em pesquisas.
  2. Se por acaso não for possivel provar isso em números  e o seu futuro ou atual investidor não acreditar que sua ideia mudará o mercado, você ficará então com três opções: tentar fazer com o mínimo possível de gastos, procurar um novo  investidor que acredite em você e na sua ideia, ou então, vá fundar uma ONG.

O grande erro, o grande problema é pensar como seu negócio dará esse lucro antes de pensar como seu produto/serviço deixará seu cliente feliz e satisfeito – seja melhorando algo que esteja errado ou elevando  sua qualidade de vida, ou ouvindo o que esse cliente tem a falar, causar um impacto positivo no mundo traz inúmeras consequências.

Você não conseguir projeções financeiras minimamente seguras quando seu negócio estiver num estágio inicial, não é o fim do mundo, é normal, então nesse caso simplesmente saia do lugar e faça seu negócio. O que não é normal é, um empreendedor, ficar esperando parado sem fazer nada.